16/01/2011

Ajuda às vítimas das chuvas no Rio

Quem quiser ajudar as vítimas das chuvas na região serrana do estado do Rio de Janeiro, depósitos podem ser feitos nas seguintes contas do Banco do Brasil:

Teresópolis:
Agência: 0741-2
Conta: 110000-9

Nova Friburgo:
Agência: 0335-2
Conta: 120000-3

Petrópolis:
Agência: 0080-9
Conta: 76000-5

13/01/2011

Chuvas, pequenez e grandeza

São desoladoras, apesar de recorrentes, as imagens de pessoas perdendo o patrimônio, a família, os amigos e a própria vida com as fortes chuvas que caem sobre o sudeste. No estado de São Paulo, além da capital, Atibaia e Franco da Rocha são as cidades que mais sofrem com a destruição. No Rio, é a região serrana, especialmente as cidades de Petrópolis, Teresópolis e Nova Friburgo. Com as chuvas, volta, pela enésima vez, a pergunta: até quando?

Até quando a união de fenômeno natural – em muito previsível! –, ocupação desordenada e inação do poder público produzirão resultados trágicos? De catástrofe em catástrofe, dos deslizamentos registrados pelas TVs na década de 1980, passando pelo Morro do Bumba e pelo Jardim Pantanal em 2010, até chegar aos mais de 300 mortos registrados nesta semana – por enquanto! –, as chuvas de início de ano no sudeste continuam a produzir resultados trágicos, mas, infelizmente, banalizados. Detalhe: trata-se da região e dos estados mais ricos do Brasil!

No caso do Rio de Janeiro, interessante foi a indagação feita pelo senhor Moacyr Duarte, especialista em gerenciamento de riscos, feita em um programa de televisão: A vitória inesperada sobre o tráfico no Morro do Alemão se choca com mais uma derrota anunciada para as chuvas. Será que os fluminenses conseguirão partir para a virada também nesse front?

Alguns sentimentos surgem desses fatos. Desolação e tristeza por tanto sofrimento. Impotência diante da força da natureza e da inação dos homens e governos. Descrença ante à recorrência das tragédias e a falta de atitudes fortes, definitivas.

A cena da senhora sendo resgatada na cidade de São José do Vale do Rio Preto (RJ) é chocante, além de paradigmática (ver vídeo em http://g1.globo.com/videos/bom-dia-brasil/v/imagens-mostram-resgate-dramatico-em-sao-jose-do-vale-do-rio-preto-rj/1409724/). Ela resiste sobre os escombros da sua casa, rodeada por cachorros, em meio à rua tornada rio pelo impressionante volume de água acumulada. Na undécima hora, agarrou-se com uma mão na corda que lhe fora jogada de um edifício em frente e, com a outra mão, tentou carregar um dos cães. A pressão da correnteza foi tão grande que a mulher se viu obrigada a sacrificar o animal para que segurasse a corda com as duas mãos. Aos poucos, com muito sacrifício, foi içada até a sacada do edifício e definitivamente salva.

A cena é extraordinária por revelar muito da pequenez e da grandeza da nossa condição humana. A pequenez diante da natureza e a grandeza da coragem em lutar pela vida. A pequenez dos governantes que se eximem de tomarem medidas rígidas e necessárias e a grandeza dos que se arriscam para resgatar um semelhante. A pequenez da indiferença em relação à exigências que a natureza faz para que seja explorada e a grandeza de pensamento dos que rezaram, gritaram e torceram pelo sucesso do salvamento.

Como a senhora do resgate, outros brasileiros resistem, buscam desesperadamente pela própria sobrevivência. Com a ajuda de outros, da sorte, de Deus, quem sabe, às vezes conseguem. Lamentam as perdas, agradecem o socorro e buscam reconstruir a vida. Só que no próximo ano, em uma cena muito parecida, podem se juntar à contabilidade de vítimas fatais caso não consigam, uma vez mais, segurar firme na corda.

12/01/2011

Geraldinho


Geraldinho Nogueira, mais conhecido simplesmente como Geraldinho, foi um excepcional contador de causos. Fazia esplendidamente o tipo caipira. Foi descoberto artisticamente por Hamilton Carneiro e José Batista, no ano de 1984. Faleceu em 1993.

No vídeo abaixo, Geraldinho conta o "causo da bicicleta" no programa Som Brasil, da Rede Globo, na época apresentado por Lima Duarte. Vale a pena conferir.