* Lendo o poema do meu amigo Glauber Piva, publicado no seu blog (www.glauberpiva.blogspot.com), prestes que estou a também me juntar à turma dos "enta", não tive como não vestir a carapuça. Fale por nós, Glauber, os quarentões:
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Glauber Piva
A passagem do tempo
É força-bruta que esculpe finezas
Verga o rijo
Lambe o seco
Inibe frescores
Insistente
borda nas lacunas da vaidade
dores alimentadas com habilidade
e risos longevos, francos e vagabundos
Enamorado da saudade
O tempo velhaco dissimula o que sabe
Meio cheio ou quase nada
É um tanto medido pelo olhar
Muito longe ou quase perto
É sabedoria preguiçosa inventada ao caminhar
Placenta, ferramenta ou bala de pimenta
São regalos que temperam a vida aos quarenta