A poucos dias das eleições, faço algumas observações sobre esta campanha eleitoral, no meu modesto entendimento, a mais pobre em conteúdo desde o retorno das eleições diretas em 1989. Triste contradição: quanto mais ricas as campanhas ficam em dinheiro, mais pobres se mostram em ideias e debate de programas e estratégias. O “marquetismo” – desculpe o palavrão, na falta de conceito melhor – tomou conta da política propriamente dita, buscando o seduzir o eleitor na mensagem rápida, sem muita reflexão, a partir das emoções mais profundas aliadas às impressões mais superficiais e generalizantes. Dessa forma, o confronto de ideias em torno de programas para educação, cultura, saúde, segurança, etc., cede ao diz-que-diz sobre quem fez mais ou menos, quem é o “pai” do plano de nome conhecido, quem é mais “sensível” aos problemas do povo. Os dados concretos são trocados pelas impressões imediatas, a visão estratégica para o país é relevada em prol do sorriso do candidato, da vestimenta da candidata, da competência em passar ao eleitor que são “confiáveis”.
Nessa troca do debate pela superficialidade marqueteira, não dá para aliviar a responsabilidade dos próprios políticos. Foi simplesmente lamentável ver Lula e Dilma posando de “pai” e “mãe” dos brasileiros, ao som de um jinglezinho que dizia “deixo em suas mãos o meu povo”. Como assim, viramos objeto? Deixamos de ser cidadãos, se é que o éramos? Eu quero a minha mãe, a de verdade! Simplesmente ridículo, ainda por cima tratando-se de um partido que ajudou sobremaneira na participação política de camadas antes totalmente marginalizadas. A propósito, quanto às críticas de afronta à democracia sofridas pelo PT, é bom que se lembre que democracia não constitui apenas respeito a regras e instituições formais, mas também em participação efetiva de todos os estratos da sociedade, não apenas de suas classes média e alta. Neste sentido, o PT tem muito mais a dizer do que seus opositores. Não obstante, posar de “pai” e “mãe” do povo nega a condição de cidadania, infantiliza a população, afunda a noção de republicanismo e desconstrói a história de politização que marcou o próprio PT. Lamentável.
Assim como foi lamentável o zigue-zague de Serra, um homem público com histórico de respeito, ora como Zé, ora o amigão da dona Maria e do seu Antonio, coitadinhos, ora como um candidato que “pode mais”, ora como raivosa reencarnação de Lacerda, vociferando contra o PT, Dilma, Zé Dirceu, Míriam Leitão, Banco Central independente, CBN, Evo Morales, FARC, Ahmadinejad e o que mais viesse pela frente. Contra Lula, bem, aí só pela tangente, às vezes até fazendo um elogio velado, à mercê do escudo de popularidade do presidente. Quanto a FHC, não se fala nem bem, nem mal. Aliás, o PSDB parece perguntar: quem é FHC mesmo?
Também não se pode dizer que foram edificantes as participações da imprensa e dos chamados intelectuais nesta campanha. Acerca destes, os poucos que mantêm uma postura de distanciamento, pouco contribuíram na produção de um debate que já nasceu moribundo; os tantos outros, os engajados, contribuíram bastante para tornar esse mesmo “debate” um festival de asneiras, repleto de expressões fortes, à guisa de xingamentos, mas nada esclarecedoras quanto à “realidade efetiva das coisas”, nos termos de Maquiavel. Mexicanização, peronização, priização, golpismo midiático, fascismo foram algumas das expressões fortes, porém tão abestadas quanto o Tiririca no intuito de dar azo de seriedade à campanha eleitoral.
Já a imprensa, muito embora nosso “pai” tenha falado um pouco além da conta – aliás, mantendo uma tradição de 8 anos –, colocou-se numa posição exagerada de vítima, como se sua liberdade (palavra surrada pelo uso excessivo) estivesse verdadeiramente em risco. Assim, num surto narcisista e como se o Brasil de Lula estivesse a copiar a Venezuela de Chavez ou mesmo a Argentina dos Kirchner, passou a falar mais de si do que das propostas e perspectivas para o país nos próximos quatro anos. Fulano ou sicrano, instituição X ou Y “defendeu a liberdade de imprensa” passou a ser presença cativa nas manchetes principais. Sim, o assunto é relevante – liberdade de imprensa, liberdade de expressão, liberdade de opinião, que, destaque-se, não são a mesma coisa – e compromete a democracia. No entanto, cá entre nós, alguém está realmente preocupado a instalação de alguma ditadura?
Confesso que, apesar do gosto que tenho pela política, não consegui me ater muito a esta campanha. Quem sabe, até mesmo por isso: a política, propriamente, esteve ausente dela.
***
Trocando debate por denuncismo e as conversas para boi dormir
Nesta campanha, o debate foi, uma vez mais, trocado pelo denuncismo. Vale dizer, os casos da quebra de sigilo na Receita Federal e, principalmente, do tráfico de influência na Casa Civil, merecem destaque, sim. Óbvio! Porém, trocar toda a discussão sobre o governo nos próximos quatro anos pelo tom moralista quase exclusivo não deixa de ser uma perda grave para a democracia. Apesar do mote corrente segundo o qual “é tudo a mesma coisa”, há diferenças importantes entre as principais candidaturas e, por conseguinte, diferenças importantes sobre os rumos do país a depender de qual candidato saia vencedor das urnas. No caso de haver segundo turno a reboque das denúncias da Casa Civil – repito: não nego a importância do fato –, somado à experiência de 2006, em que Geraldo Alckmin foi alçado ao segundo turno em boa medida alçado pelo caso dos “aloprados”, a mensagem será clara: os escândalos e sua exploração em denúncia constante trazem resultado eleitoral. Ainda que não necessariamente leve à vitória final do denunciante.
Outro fator a provocar perda de conteúdo nas discussões sobre os destinos do Brasil é a exploração de factóides. E que seja debitada a culpa aos partidos em disputa e à imprensa, que bem poderia dar o devido peso às coisas. Dois factóides, ou, se preferir, conversas para boi dormir, são o “golpismo midiático” saído da boca revoltosa dos petistas e a “ameaça à democracia” denunciada aos brados por demo-tucanos. Não é inventando problemas que o Brasil não tem, ou, no mínimo, elevando-os à última potência, que partidos, imprensa, intelectuais e os componentes vários da chamada “opinião pública” (essa entidade etérea) trarão os melhores benefícios ao país. Mas, sim, discutindo as questões que realmente têm importância na problemática democracia brasileira. Problemática, porém real.
***
O Legislativo além dos abestados
Antes das eleições, alguns parlamentares, digamos, melhor conceituados no quesito fluido “qualificação” desistiram da disputa nas urnas. O argumento: estavam fartos da sina de trabalharem duro no Congresso e serem pegos na taxação generalizante de que “político é tudo igual e é tudo corrupto”. Entre eles, José Eduardo Cardozo (PT-SP) e Ibsen Pinheiro (PMDB-RS). Confesso que fiquei órfão de candidato com a desistência de Cardozo, em quem votei nas duas últimas eleições.
Somada à ausência dos “qualificados” veio a enxurrada de “abestados”, celebridades e afins, tomando conta da campanha para a Câmara dos Deputados. Tiririca é o principal expoente desse “grupo”, devendo ser eleito o deputado mais votado do Brasil.
Infelizmente, centralizadas as análises nessa discussão monocórdica entre preparados e despreparados, qualificados e desqualificados, outros pontos vão passando em branco. Cito dois.
Primeiro: além de lamentar a avalanche de abestados é preciso perceber o quão premente é a reforma do sistema eleitoral. Do jeito que está, as regras são um convite a qualquer partido para convocar seus titiricas, maguilas e mulheres-pêra que, à guisa de protesto, trazem votos suficientes para gerar cadeiras adjacentes a que, por si sós, partidos e coligações não conseguiriam. Que tal discutirmos a sério o voto em lista, o voto distrital ou o misto logo que 2011 chegar?
Segundo: um outro grupo, muitíssimo menor é verdade, não teve a visibilidade merecida pelas reportagens e comentário de analistas. Refiro-me ao grupo dos que deixaram de reclamar da política e dos políticos e se arriscaram, eles próprios, a um cargo na Câmara. Ari Friedenbach (pai da garota Liana, assassinada pelo menor conhecido como Champinha) e Keiko Otta (mãe do menino Ives Otta, também assassinado) são dois bons exemplos. No meio de tantas lamentações contra a política e seus abestados, talvez seja interessante darmos ênfase àqueles que carregam razões muito maiores para lamentarem da própria vida, mas que encontraram na participação política uma forma de fugirem do reles chororô, assumindo o compromisso de mudar alguma coisa para todos.
***
É nóis!
Com fundamento no “discurso do esclarecido” – segundo o qual a escolha deste ou daquele candidato, certamente distinta da própria escolha, é fruto da ignorância do eleitor –, várias críticas surgem à possível eleição deste ou daquele candidato. Um deles é Netinho de Paula, candidato ao Senado pelo PCdoB, em São Paulo. Para determinado setor de “esclarecidos”, só o “povinho da periferia”, “ignorante”, “sem educação”, é capaz de eleger um sujeito desses. No embalo, alguns dos “esclarecidos” até arriscam propostas de proibição de voto para certas camadas “ignorantes” da população.
Já adianto que não votarei em Netinho de Paula, que não me convence como candidato ou mesmo como sambista (e eu adoro samba!), que demonstra arrogância no trato de parte da imprensa, para não falar do episódio de agressão à ex-esposa.
Porém, à grande votação de Netinho apurada nas pesquisas, além daquela já constatada como vereador na capital paulista, não debito a qualquer ignorância do eleitorado, argumento por si arrogante, preconceituoso e, ele próprio, ignorante.
A possível eleição de Netinho para o Senado me faz lembrar um artigo que li em 1998 (não me lembro o autor), defendendo que a população mais carente não confiava em si própria para representá-la politicamente. Assim, um sujeito que se identificava pessoalmente com Lula preferia votar em ACM – esses eram os exemplos dados no artigo, disso me lembro – porque confiava no “doutor” ou no "coronel", mas não no operário. De outra forma, entendia que lugar de operário é na fábrica, cabendo os postos políticos a quem tem status, “pedigree”, para ocupá-los: os “doutores”, “coronéis” e afins. Engraçado: é o próprio argumento do esclarecido aplicado a quem se assumia como um “ignorante”.
Pois bem, acredito que a eleição de Lula trouxe um grande avanço democrático no seguinte sentido. Largamente aprovado pela população brasileira, em especial as de camadas mais baixas, Lula serviu como um símbolo importante para a mudança de concepção dessas pessoas sobre elas próprias. O sujeito mais humilde, que antes duvidava daquele candidato que lhe fazia as vezes de espelho, passou a confiar mais neste, em si próprio e, por extensão, a duvidar um pouco dos “doutores” e "coronéis".
***
Fecha a conta, Zé
No início, José Serra esboçou algumas boas propostas ou, no mínimo, discussões importantes. No entanto, cedeu ao tom moralista, ao denuncismo, ao medo e às promessas populares (populistas?) no decorrer da campanha. As tais discussões iniciais eram: o Brasil precisa diminuir a carga tributária, diminuir a taxa de juros, aumentar os investimentos. Para que tudo isso ocorra, é fundamental que se diminua o gasto público. Eis uma tarefa árdua para o próximo presidente, seja quem for.
No entanto, as propostas de Serra representam uma conta que não fecha. Propõe diminuir a carga tributária (portanto, diminuir receita) ao mesmo tempo em que aumentará os investimentos públicos, além dos gastos com educação, saúde e segurança, já que “o Brasil pode mais”. De sobra, resolveu que instituirá o 13º ao Bolsa-Família e aumentará para R$ 600,00 o salário mínimo.
Sem querer ser chato, mas, essa conta fecha, Zé?
***
Disputa presidencial obscurece as demais
Sou mais do que favorável à reforma política. Mais do que isso, sou daqueles que a concebem como a “mãe de todas as reformas”, e pretendo discuti-la mais a fundo oportunamente. Um dos pontos dessa reforma que a mim parece relevante é a realização de eleições gerais para todos os cargos políticos, de vereador a presidente. A princípio, a ideia me parece boa. Contudo, constato cada vez mais que a eleição presidencial obscurece as demais. A visibilidade das e o interesse nas disputas para governador e senador – para deputado federal e estadual então, nem se fala! – são bastante diminuídas ou extremamente vinculadas à disputa para Presidente da República. Em suma, ou esses cargos não têm a atenção merecida ou são levadas como uma mera extensão da disputa para o Palácio do Planalto, considerada “maior”.
***
Quanto à imparcialidade, alguns já colocam esse “princípio jornalístico” na berlinda, defendendo que os jornais e revistas escancarem de uma vez suas preferências. Pode mesmo ser uma escolha razoável, ao menos do ponto de vista da sinceridade com que o leitor é tratado. Neste sentido, menciono dois artigos, os quais reputo mais panfletários e eleitoreiros do que propriamente analíticos, publicados pela Folha de S.Paulo, dia 05/09/2010. No primeiro, intitulado “Descaminhos”, Rubens Ricúpero, depois de associar Lula a Perón, Vargas e Chávez, de falar em aliança espúria entre peemedebistas (menos o PMDB paulista, claro) e “sindicalistas de ficha suja”, e de criticar a política de transferência de renda que nos distanciará da “eficiência competitiva da China e da Índia”, conclui, pesaroso: “Se as pesquisas se confirmarem, é esse o país que sairá das urnas, não por culpa dos eleitores, mas por essa lógica das forças da aliança oficial”. No segundo, assinado por Ferreira Gullar (“Vamos errar de novo?”), em mais uma mostra do seu entendimento “objetivo” de que tudo de mau vem de Lula e do PT, mas nada há que se falar da aliança PSDB-DEM, o autor faz campanha aberta da candidatura de José Serra e lamenta a provável vitória de Dilma: “O povo nem sempre acerta. Por duas vezes, o Brasil elegeu presidentes surgidos do nada – Jânio e Collor. O resultado foi desastroso. Acha que vale a pena correr de novo esse risco?”. Por toda a contribuição ao país, cada um da sua maneira, Rubens Ricúpero e Ferreira Gullar são merecedores do respeito dos brasileiros, tendo muito peso as suas opiniões. Não obstante, o que me espanta é a Folha de S.Paulo, que se comprometeu em não defender esta ou aquela candidatura e que se vangloria da sua postura democrática e plural, só tenha colaboradores de um único viés: anti-Lula, anti-PT e anti-Dilma. Se há muitas formas de dizer a verdade falando só mentiras, como dizia o slogan da Folha, também há muitas formas de tomar partido fingindo-se imparcial.
***
Do monopólio da ética ao monopólio da corrupção
Antes de ser governo, o PT vivia se colocando como o partido da ética na política (aliás, oportunamente gostaria de discutir ética na política e ética política), como aquele que acabaria com as maracutais quando chegasse ao poder. Não o fez, revelando o que muitos dos seus críticos de origem já diziam: é falso o maniqueísmo que joga com a ideia de um partido ter o monopólio da ética, enquanto a todos os outros recaem as tentações da corrupção.
Uma vez no governo e constatado o que foi constatado, é a vez do DEM e do PSDB apontarem o PT, com a mesma falsidade, como o detentor do monopólio da corrupção. Assumindo a mesma retórica raivosa do adversário outrora opositor – “a turma deles, essa corja de bandidos, essa raça” – os demo-tucanos vendem-se como a opção ética do momento.
Uma visão de longo prazo, porém, mostra que casos como Sivam, privatizações dirigidas, compra de votos para reeleição, Salvatore Cacciola, mensalão (ou, se preferir, mensalões), Waldomiro, aloprados, Erenice, dentre outros, são episódios que se misturam, abarcando a todos e confundindo a cabeça dos caçadores de santos ou separadores do joio e do trigo, quem é “do bem” e quem é “do mal”.
O fato é que o combate à corrupção é um desafio real e imenso para o Brasil. Mas sua efetivação passa por mudanças institucionais como mecanismos de transparência e prestação de contas, aprimoramento do controle interno e externo, financiamento público de campanha, diminuição vertiginosa dos cargos de confiança a serem loteados entre aliados, etc. Enquanto se achar que a solução é encontrar o verdadeiro mocinho que trará ética à política, nada mudará de fato e cada partido e político continuará jurando que é o tal mocinho e que o seu oponente é o bandido.
***
Herança maldita e ingratidão, virtú e fortuna
Tão bobo quanto o discurso da herança maldita, segundo a qual o governo Lula promoveu o paraíso em terras tupiniquins, “apesar de FHC”, é o discurso da ingratidão, que apregoa o dever moral de Lula em beijar as mãos do antecessor, cuja política econômica foi tão-somente “copiada” a partir de 2003. Nem o legado foi só de fardos, nem a sequência foi só de inércia.
O aumento da taxa de crescimento e a formação de um forte mercado interno (25 milhões de pessoas saíram da miséria, 30 milhões entraram na classe média), verificados nos anos Lula, não seriam possíveis caso o país não tivesse previamente estabilizado a economia – o que, por si, já promoveu inclusão social – e construído o marco legal para a gestão responsável das finanças públicas, condição fundamental para o não retorno à escalada inflacionária. Quanto à efetivação dessa nova e melhor condição do país, não dá para negar os méritos de FHC, tanto o Ministro da Fazenda como o Presidente da República.
Por outro lado, o discurso da ingratidão de Lula em relação a FHC faz tanto sentido quanto o da ingratidão de FHC diante de Collor. Afinal, da mesma forma que seria impensável o crescimento com inclusão dos anos Lula sem a estabilidade advinda do Plano Real, o êxito deste só foi possível graças ao estupendo acúmulo das reservas internacionais gerada pela abertura ao mercado financeiro na era Collor em consonância com a então incipiente globalização financeira.
Sem diminuir a importância do Real, que soube aliar o engenhoso modelo da URV com a contenção dos déficits públicos primários, principalmente pela escalada da receita tributária, vale lembrar que a hiperinflação foi debelada não apenas no Brasil, mas em todo o mundo. O aumento da liquidez internacional após a globalização financeira foi condição sine qua non para o sucesso dos planos de estabilização mundo afora, Real incluído. Aliás, como seria possível manter a paridade R$1,00=U$1, a essência da URV, não estivesse o Brasil com os cofres cheios de moeda estrangeira?
Ademais, se o PT foi contra o Plano Real, também se pode aventar que a política econômica do PSDB não geraria o crescimento com inclusão, já que predominava a ideia de que a ascensão da renda das camadas mais baixas seria inflacionária. Aumento real do salário mínimo, nem pensar: é proposta irresponsável!
Em suma, FHC e Lula, cada qual teve sua virtú (habilidade política) e sua fortuna (vantagens trazidas pela conjuntura), seus méritos e seus deméritos. Certo estava Caetano Veloso quando disse ser um luxo para o Brasil ter FHC seguido por Lula na Presidência. Completo: a mudança na ordem dos fatores alteraria o produto.

Nenhum comentário:
Postar um comentário