11/11/2010

Pitacos

José e Pilar

Assisti ontem ao filme "José e Pilar", documentário que retrata a vida cotidiana do escritor português José Saramago e sua esposa Pilar Del Rio. Sou suspeito, já que me considero um "saramaguista", fã da pessoa e da obra de Saramago, mas posso dizer: o filme é imperdível! A discussão dos dois em defesa de Hillary Clinton (Pilar) e de Obama (Saramago) é simplesmente antológica.

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Tropa de Elite 2

Outro filmaço - com muito mais ibope, diga-se de passagem - é "Tropa de Elite 2". Na minha singela opinião, é muito melhor que o primeiro e, quiçá, o melhor filme brasileiro desde "Cidade de Deus". O Capitão Nascimento passa por uma crise de visão de mundo por perceber que seu maior inimigo, "O Sistema", é bem maior e mais complexo do que imaginava. Muito embora o diretor José Padilha e o ator Wagner Moura reprovem a interpretação, o fato é que o Capitão Nascimento assemelha-se sim a Rambo no "Tropa 1", o que não acontece no filme continuação.

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Casamento Gay
Engraçada a ideia lançada nas eleições por José Serra e Marina Silva acerca do casamento gay. Ambos defendem a união de direitos entre os homossexuais, mas também que casamento é um conceito religioso, alheio à esfera política. Como o termo "casamento" consta de parágrafos do artigo 226 da Constituição Federal, pergunto: a nossa Carta Magna é uma regulamentação normativa da Bíblia ou o fundamento jurídico-legal do nosso Estado, pretensamente laico?

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Imprensa: nem golpista, nem vítima
Quem assiste aos noticiários acaba convencido de que a imprensa - a mídia, para usar o termo corrente - está à mercê da censura no Brasil. Quem vê, pensa. Mas não dizem que concessão pública - toda e qualquer, menos os meios de comunicação - é passível de controle público, além de não abordarem as diferenças entre liberdade de opinião e liberdade de imprensa, tratando as duas como se fossem a mesma coisa. Que o diga a psicóloga Maria Rita Kehl que, ao defender sua opinião, perdeu a coluna que tinha no Estadão; ou seja, a liberdade de opinião da psicóloga chocou-se com a liberdade do jornal em propagar um pensamento único. Justamente o jornal que sofre, de fato, uma censura judicial relativa à proibição de noticiar fatos sobre Fernando Sarney. O que penso: a imprensa não é golpista, mas enviesada; por outro lado, de coitada tem muito pouco. 

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